A Jornada

Alteridade

Postado em 19 de julho de 2017

“Disse Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra” João 4.34

Existem várias palavras que podem designar a liberdade de alguém para fazer e pensar alguma coisa: autonomia, autossuficiência, enfim. Em dias de pós-modernidade uma das bases que sustentam a pessoa é justamente o fato dela poder fazer as coisas onde, como e na hora que bem entender. O que pouco se diz é que esta suposta liberdade acaba por fazer as pessoas tomarem rumos sem conexão com o outro e para piorar, desperta o estilo de vida da concorrência e esta, por sua vez, faz com que as pessoas acabem se digladiando. Quero pensar então sobre a alteridade. Significa reconhecer o outro em sua dignidade e considera-lo. Jesus voluntariamente reconhece a dignidade do Pai que o enviou e para possibilitar liberdade para as pessoas, acaba se submetendo integralmente. Por outro lado, o Pai, reconhece a dignidade do Filho e o exalta acima de tudo e de todos. Isso não é apenas um exemplo, mas um modelo para nossos dias. Pense nisso!